HISTÓRIA

UMUARAMA, A AVENTURA QUE DEU CERTO

A história de Umuarama começou muito longe do Noroeste Paranaense, do outro lado do Oceano Atlântico, no distante Reino Unido. É um capítulo da gloriosa epopeia idealizada por um grupo de desbravadores ávidos por grandes realizações e aventuras.

As terras, onde hoje a cidade está, foram adquiridas por um grande conglomerado econômico inglês. Em 1924, o técnico em agricultura e reflorestamento, Lord Lovat, veio ao Brasil e chegou ao Norte do Paraná. A falta de estradas o impediu de ir além dos 25 km da primitiva estrada de ferro que existia.

Em 1944, as dificuldades consequentes da Guerra levaram os ingleses a venderem as terras paranaenses. Um grupo de destemidos empreendedores brasileiros, formado por Gastão Vidigal, Cássio Vidigal, Gastão de Mesquita Filho, Fábio Prado, Silvio Bueno Vidigal e Arthur Tomaz, este último antigo gerente da Companhia Norte do Paraná, a adquiriram dos ingleses, com cerca de 30 mil alqueires de matas selvagens a serem colonizadas. Era um grande desafio.

Lago Aratimbó
Lago Aratimbó

Os primeiros habitantes foram aventureiros atraídos pela nova região a ser explorada. Esses heróis eram capazes de grandes sacrifícios para vencer a mata hostil. Alojavam-se em pequenas povoações às margens dos rios, dormiam ao relento, passavam meses alimentando-se de caça, em acampamentos precários e correndo todo tipo de risco de ataques de animais selvagens e acidentes. Os pioneiros vieram dos mais diversos estados, como São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Imigrantes portugueses, italianos e japoneses também se fixaram aqui, logo no início da colonização.

Em 26 de junho de 1955 foi instalada a Prefeitura da recém fundada cidade de Umuarama, pela Companhia Melhoramento Norte do Paraná. Naquela mesma ocasião foi assinada a Ata de Fundação do Aeroporto de Umuarama.

A criação do município só aconteceu no dia 25 de julho de 1960, por força da Lei número 4245, criada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Moisés Wille Lupion de Tróia, desmembrando Umuarama definitivamente de Cruzeiro do Oeste.

O primeiro prefeito foi Hênio Romagnolli. Nos anos seguintes a cidade viveu um crescimento populacional vertiginoso. O status de Comarca veio apenas em 1963, quando já era um dos maiores municípios paranaenses, com quase 120 habitantes.

Hoje, Umuarama é a imagem do progresso e do desenvolvimento. A aventura deu certo. A terra inóspita tornou-se um celeiro de prosperidade, com importantes indústrias, um setor agropecuário forte e atuante e um comércio que é a referência em compras para mais de 400 mil consumidores do Noroeste.

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA E ÊXODO RURAL MARCAM A HISTÓRIA DE UMUARAMA

Os registros históricos mais antigos apontam que, na década de 50, Umuarama, ainda patrimônio de Cruzeiro do Oeste, era um povoado de 5.829 habitantes. No início da década de 60, a população saltou para 113.697 habitantes, sendo 33.774 urbanos e 79.923 rurais (fonte IBGE, censo de 1970).

Desbravadores paulistas, mineiros, catarinenses e nordestinos chegavam a todo instante, em grandes caravanas, trazendo animais, sementes e muitos sonhos e planos. O objetivo era explorar os recursos naturais, cultivar a terra e desfrutar do clima adequado para o plantio do café – a grande riqueza da época.

Nos anos 70 aconteceu a decadência do café em todo o país. As pessoas que antes moravam na zona rural começaram mudar-se para a cidade à procura de emprego e melhores condições de vida. Um dos grandes problemas dos pioneiros daquela época foi a falta de infraestrutura urbana, como luz, asfalto, moradia, telefonia e meios gerais de comunicação. Ainda nos anos 70 foram construídos os primeiros loteamentos, casas populares, hospitais e postos de saúde.

Pesquisas do IBGE de 1980 demonstram o início da reviravolta na ocupação territorial de Umuarama. O Censo daquele ano apurou uma população total de 100.545 habitantes, com 59.861 moradores na cidade e 40.684 na área rural. A população urbana já era maior que a do campo.

Bosque do Índio
Bosque do Índio

O desmembramento de distritos populosos, como Vila Alta (hoje Alto Paraíso), Perobal e Ivaté, foi também um dos grandes responsáveis pelo decréscimo na população de Umuarama, entre os anos 80 e 90.

O movimento migratório do campo para as cidades, um fenômeno mundial, ganha força em meados dos 70 e início dos anos 80, na Região Noroeste, que se especializara na produção de grãos de café do tipo não-finos, para a exportação. Na mesma época chegam ao fim as guerras no Sudoeste da Ásia (Vietnã). Aquela região, que também era especializada em produzir o mesmo tipo de grão, com maior produtividade e qualidade, passa a competir com o Brasil no mercado internacional.

Naquela década, Umuarama foi atingida por fortes geadas, mudanças climáticas e pragas. Além da competitividade do mercado externo, o produtor também sofria com a falta de políticas públicas de incentivo à produção que, somada a fatores naturais e climáticos, foi responsável pela debandada em massa de milhares de famílias, do campo para as cidades.

Após a decadência do café, os agricultores tentaram várias outras culturas, como algodão, amendoim e feijão, para ocupar o espaço e a mão de obra que ficara ociosa. Contudo, a necessidade de tratamento do solo, considerado pobre para a agricultura, inviabilizava a maioria das culturas. Não tardou e os campos de café deram lugar às pastagens, e os trabalhadores, que antes tinham trabalho abundante no campo, foram se aglomerando nas cidades, especialmente em Umuarama.

Questões sociais começam a se acentuar no município, como o desemprego, a falta de moradia, a necessidade de educação, saúde etc. Para suprir a demanda, novos profissionais e serviços começam a se instalar no município.

Ainda na década de 80 o país viveu uma grande crise, mas o ritmo desenvolvimentista de Umuarama não parou, nem diminuiu. Mesmo com toda a crise nos mercados internos e externos, o município se destacava por se estabelecerem aqui grandes centros médicos. Também foi o início das grandes edificações e da pavimentação da periferia. A cidade passa a estruturar-se urbanisticamente. São construídas praças, escolas, ginásios de esportes, novos hospitais e postos de saúde.

Apesar do desenvolvimento eminente, em 1990 o IBGE registra nova queda na população. O censo oficial apurou 100.249 habitantes totais, com 77.541 pessoas na cidade e 22.708 pessoas no campo. Dessa vez, a população urbana supera definitivamente a população rural.

Na década de 90, a cidade aposta na indústria têxtil e alimentícia. A pecuária agora é a principal força econômica. Em 2000, o Censo do IBGE registra, mais uma vez, crescimento negativo no número de habitantes e nova queda no número de moradores da zona rural. Do total de 90.621 habitantes, apenas 8.083 residiam zona rural.

Umuarama vive então um grande momento no desenvolvimento educacional e cultural. Em 1993, a FIAPEC (Faculdades Integradas da APEC), mantida pela Associação Paranaense de Ensino e Cultura, torna-se Universidade Paranaense - UNIPAR, com 118 cursos de graduação e habilitação para 19.992 alunos.

Foi também nos anos 90 que a agricultura encontrou o caminho da diversificação. Iniciaram-se cultivos de bichos da seda, e a volta do cultivo de café passa a ser novamente incentivado pelo Estado. O arenito caiuá, nosso tipo de solo, antes considerado pouco produtivo, passa a ser melhor estudado no fim do século passado. As pesquisas demonstraram que, com o manejo certo, o solo é ideal para plantar e cultivar a soja, além de quase todos os tipos de grãos e também frutas, hortaliças, oleaginosas, entre outros usos. A pecuária continua forte e Umuarama passa a ostentar o título de maior rebanho de corte do Estado. A população volta a crescer, mas a proporção de habitantes entre o campo e a cidade continua desigual.

Em meados dos anos 90, a abertura ao comércio internacional e a necessidade de aumento do saldo agropecuário provocaram importantes mudanças no fluxo migratório interno, dando novo ânimo à produção rural e à agroindústria. Se nos anos 80 o êxodo crescia a uma proporção de 25%, no final dos 90 o crescimento estava em torno de 10%.

Estimativas do IBGE apontam um aumento populacional de 3,89%, na última década. A população local era de 90.690 habitantes em 2001 e aumentou para 95.153 em 1º de abril de 2007 – alta de 4,92% no período, com média de crescimento anual de 0,82%. Entre 1º de abril de 2007 e 1º de julho de 2008, o aumento foi bem maior. A população atingiu 98.855 habitantes, ou seja 3,89% acima da estimativa de 2007, enquanto a média estadual foi de 2,4%. Nesse período, de 15 meses, Umuarama ganhou mais 3.702 habitantes.

No início de 2009, uma nova estimativa do IBGE aponta o crescimento da população umuaramense. Contudo, a população rural sofreu nova queda. Dos 99.606, apenas 6%, ou seja, pouco mais de 5 mil pessoas, vivem na zona rural.

A Prefeitura de Umuarama contesta os números do IBGE, alegando que a população total é superior a 100 mil habitantes. De acordo com o órgão municipal, o IBGE não contabiliza estudantes e trabalhadores que permanecem na cidade durante a semana e que, nos fins de semana e feriados, retornam aos seus municípios de origem. Contudo, essa “população flutuante”, que, de acordo com algumas estimativas, pode chegar a 20 mil pessoas, faz uso dos serviços públicos, como saúde, educação e transporte. Eles também consomem no comércio e produzem riquezas para a cidade.

Umuarama é hoje o retrato da diversidade. Várias etnias, rica em tradições e conquistas. Assim é o povo da Capital da Amizade. O município está conseguindo harmonizar o rápido desenvolvimento com um excelente nível de qualidade de vida. Sua paisagem é marcada pelo verde e seus contornos urbanos misturam uma completa estrutura de serviços básicos, com o ritmo e tranquilidade de uma cidade do interior.

ETIMOLOGIA

Umuarama é um neologismo, criado a partir de elementos da língua tupi, significando lugar ensolarado para encontro de amigos. Originalmente “embuarama”, de “embu”... lugar + “are”... cheio de luz, claridade, clima bom. Posteriormente houve corruptela do termo, ficando “umuarama”. Segundo Silveira Bueno, a terminação “ama” é um coletivo, equivalendo a reunião, a muitos.

O dicionarista Orlando Bordoni define o termo como sítio alto e ensolarado (IBGE). Na lingua Xetá, tribo da nação tupi-guarani, Umuarama significa "lugar onde os amigos se encontram". Umuarama fez valer esta definição, assumindo e reforçando sua identidade como Capital da Amizade.

BRASÃO E BANDEIRA

O Brasão do Município é inspirado na tríade universal de igualdade, fraternidade e liberdade. Já a bandeira de Umuarama tem cores e formato que simbolizam o equilíbrio, a riqueza e a fertilidade da terra.

Brasão

Bandeira

GALERIA DE IMAGEM CAPITAL DA AMIZADE

Fotos por Eigon Roveron
Vista Panorâmica de Umuarama
Vista Panorâmica de Umuarama
Lago Aratimbó
Lago Aratimbó
Bosque Uirapuru
Bosque do Índio
Av. Paraná
Praça Hênio Romagnoli
Catedral
Estância Paris
Vista Aérea de Umuarama
Vista Panorâmica de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama - 1963
Vista Aérea de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
Avenida Paraná
Cine Guarani
Praça Santos Drumont
Construção da Prefeitura Atual
Serraria Cima - 1970
Praça Arthur Thomas - 1968
Vista Panorâmica Noturna de Umuarama
Vista Panorâmica Noturna de Umuarama
Vista Panorâmica Noturna de Umuarama
Vista Panorâmica Noturna de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
Vista Aérea de Umuarama
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