LUTA
Duplicação da PR-323 se pagaria em 7 anos

Estudo da CNT mostra que gasto de atendimento aos acidentes daria para cobrir todo custa da obra

08/12/2017

A duplicação da PR-323 entre Maringá e Francisco Alves geraria uma economia anual de R$ 150 milhões para os cofres públicos. No acumulado de sete anos, a redução de gastos logísticos e de atendimento aos acidentados daria para cobrir todo o custo da obra, orçada em R$ 1 bilhão. Os números foram obtidos a partir de estudos liderados pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e apresentados na manhã desta sexta-feira (8) em Umuarama pelo engenheiro mecânico João Arthur Mohr, secretário executivo do Conselho de Infraestrutura da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Mohr falou no encontro de lideranças que cobra por obras na rodovia, líder de acidentes com vítimas fatais no Estado. “A conta é simples. O que o governo investir agora vai economizar e ter de volta lá na frente”, destacou ele, para um público de aproximadamente 300 pessoas, no teatro da Unipar.

O grupo que luta pela duplicação informou que mais de 600 pessoas morreram em acidentes de trânsito na rodovia nos últimos 10 anos, um dado assustador. O ano mais crítico foi 2016, com mais de 500 acidentes e 110 vítimas fatais. A tragédia de Cafezal do Sul contribuiu para a triste estatística. Vinte e uma pessoas morreram no choque entre um ônibus da Secretaria de Saúde de Altônia e um caminhão de leite.

No encontro, o presidente do movimento, Sergio Frederico, chamou a atenção das lideranças para a necessidade de um projeto regional consistente, que beneficie todo o noroeste paranaense. “É possível continuar trabalhando pelos seus municípios sem deixar a região de lado. O fortalecimento da região também o fortalecimento dos municípios”, disse.

O bispo diocesano dom João Mamede Filho fez uma explanação que emocionou as pessoas presentes. Everton Barbosa, representante do arcebispo de Maringá, dom Anuar Batisti, cobrou o cumprimento de palavra por parte da classe política. “Vivemos uma crise de palavra. Por favor, nos respeitem. Não mintam”.

Além de João Arthur Mohr, fizeram palestras o pastor Rodrigo Marques Gutierrez (liderança) e o professor universitário Celso Ferrari Júnior (desenvolvimento regional). As lideranças políticas falaram rapidamente ao final do encontro. Entre os representantes estavam dezenas de vereadores de Umuarama e região, os deputados estaduais Fernando Scanavaca, Claudio Palozi e Evandro Araújo e os prefeitos de Altônia, Maria Helena, Perobal, Umuarama e Brasilândia do Sul.

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